Voluntários do Greenpeace fizeram uma manifestação no final de novembro em frente a Embaixada do Brasil em Londres, chamando a atenção para a proteção da Amazônia. Os ativistas marcharam do Hyde Park até a sede da Embaixada acompanhados por um grupo de percussão e penduraram um banner num poste em frente ao prédio com os dizeres "Save the Amazon".
O ato, que também aconteceu em várias capitais do mundo, como Paris, Berlim, Cidade do México e Washington, teve o intuito de mostrar à presidente Dilma Rousseff que "quase 80% dos brasileiros querem a Amazônia protegida". Segundo o Greenpeace, após seis anos em queda, o desmatamento na floresta cresceu dramaticamente em 2011.
Os especialistas apontam a fragilidade do código florestal brasileiro para o aumento da destruição da Amazônia. O novo código, aprovado na Câmara e que iria à votação no Senado no início de dezembro, tem questões polêmicas, como o fim das multas para quem desmatar uma área de floresta nativa, cabendo apenas o replantio da área desmatada. Depois de ser votado no Senado, o código vai para aprovação ou veto da presidente.
Gabriela Gonçalves, que cresceu na cidade de Belém do Pará, participou da manifestação do Greenpeace em Londres. "A Amazônia é extremamente importante para o povo do Brasil e é por isso que cerca de 80% dos brasileiros querem vê-la protegida. A presidente Dilma tem a chance de salvar a Amazônia e estou aqui hoje para pedir a ela que faça isso, para o povo do Brasil e para o planeta."
Sarah Shoraka, ativista do Greenpeace, também fez coro ao movimento. “A imensa maioria dos brasileiros quer ver a Amazônia protegida e eles têm o apoio de grandes companhias internacionais. Mas agora a presidente Dilma é a última esperança para a Amazônia. Estamos aqui em Londres e em outras embaixadas do Brasil ao redor do mundo para pedir a ela que pare as motosserras e salve a floresta.”
De acordo com o Greenpeace, o desmatamento é a principal causa de emissão de gases no Brasil. No final de novembro, líderes políticos de diversos países teriam um encontro em Durban para discutir as mudanças climáticas no planeta. Em 2012, quando se completam 20 anos da histórica Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, a capital carioca voltará a sediar o evento.